Advogado afirma que provar inocência é questão de honra

Responsável pela maior parte dos três anos de atraso no processo das diárias da Assembleia, 831 dias, o conselheiro Cesar Filomeno Fontes mantém silêncio à imprensa. No entanto, o advogado Rafael de Assis Horn, que defende Fontes no processo administrativo aberto na Corregedoria-Geral do TCE, optou por comentar a situação do cliente na segunda-feira:

– Ele tem uma condição de saúde delicada e não ficou todos os 831 dias com o processo na mão. Já apresentamos a defesa e temos convicção de que esse processo não tem outro destino senão o arquivamento.

Além do processo administrativo no TCE, a falta de tramitação do caso e o parentesco com quatro servidores comissionados da Assembleia foram justificativas para um representação penal na Procuradoria-Geral da República (PGR), assinada pelo procurador do MPTC, Diogo Ringenberg.

Para o advogado de Fontes, as acusações são infundadas e há atrasos em outros processos do tribunal.

– Talvez tenha havido uma falha de organização e gestão do gabinete do conselheiro Cesar Fontes com esse processo, mas isso não é suficiente a uma punição, pois há vários processos em situação parecida – diz Rafael.

Durante a entrevista, o advogado Rafael de Assis Horn ressaltou que o conselheiro Cesar Filomeno Fontes chamou de uma “questão de honra” a prova de sua inocência.

Fonte: Diário Catarinense – Notícias | Páginas 6 e 7 | 29.07.2015